10 de dezembro : Rede Internacional de Sindicatos na Shell apresenta as precarizações da empresa no mundo no Dia Internacional dos Direitos Humanos

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Para marcar o 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, a Rede Shell de Sindicatos (organizada pela IndustriAll, sindicato mundial que congregar representações sindicais de todo o mundo e representa cerca de 50 milhões de trabalhadores, lança a campanha em defesa dos direitos dos trabalhadores na empresa anglo-holandesa Shell, a qual, no Brasil, tem várias operações nas áreas de petróleo, gás e produção de etanol pela Raízen (empresa surgida da fusão entre Cosan e Shell).

A Feraesp e campanha contra a precarização na Raízen (Shell)

A Feraesp, filiada à IndustriAll, tem participado ativamente de ações nacionais e internacionais contra a precarização das condições de trabalho nessa empresa e solicitado dos sindicatos que representa empregados rurais nas regiões das usinas que enviem relatos a fim de que uma denúncia detalhada seja encaminhada às entidades de direitos do trabalho e humanos em todo o mundo.

“Já fizemos uma primeira denúncia à entidades como OIT, UITA, e na própria IndustriAll, e agora, com um relatório mais detalhado, vamos informar outras entidades, privadas, comerciais e governamentais em todo o mundo, sobre as condições de trabalho a que são submetidos os trabalhadores”, disse Jotalune Dias dos Santos, presidente da Feraesp.

Sobre a Raízen (Shell), destacou: “Temos a lamentar que as condições de trabalho nas usinas, a partir do comando desse grupo de capital internacional, tenha se deteriorado”, lembrando que “o ritmo ditado pela indústria tem como repercussão acidentes, alguns dos quais, fatais a trabalhadores”.

Dos Santos destacou três acidentes recentes e fatais ocorridos nas unidades de Barra Bonita, Dois Córregos e Tarumã, inclusive, e em cujo primeiro desses teve repercussão pecuniária a trabalhadores da equipe que não receberam o Prêmio de Produtividade, “como se culpado fossem pela morte do companheiro de trabalho. Ou seja, além de perderem o companheiro (precarizado, porque terceirizado), perderam o benefício e “ganharam” a culpa pela morte!”.

Essa situação de precarização nas unidades Raízen-Shell foi denunciada no Brasil pela Feraesp, durante a campanha “Pare o trabalho precário na Shell”, que mostrou as precariedades dessa empresa para com os seus trabalhadores em todo o mundo.

“Neste momento, e nos valendo do Dia Internacional dos Direitos Humanos, reforçamos o apelo para que os trabalhadores da Shell em todo o mundo se unam no objetivo de lutar por condições dignas de trabalho e de vida!”, finalizou Dos Santos.